

OLÁ...
EU SOU A BIA,
ESTAREI AQUI NO MEU CANTINHO
RECEBENDO MEUS AMIGUINHOS (AS),
QUE VIEREM ME VISITAR...
ESTOU MUITO FELIZ
POR TER MINHA MÃE CRIADO
ESTE ESPAÇO PARA MIM...
BEIJINHOS A TODOS !!!


A fruta
Autor: Alberto Jorge Filho
http://sitededicas.uol.com.br/hi2_p0.htm
Hoje está um lindo dia para um passeio nesse maravilhoso e verde Bosque...
Um Menino caminhava tranqüilo pelo bosque, olhando as árvores e admirando aquela bela natureza...
Então ele viu uma coisa que o deixou maravilhado.
Era uma frutinha presa no alto de um monte.
Mas, não era uma fruta comum, era a fruta mais brilhante e bonita que já havia visto.
E ele disse:
- Tenho que pegar essa fruta. Não me parece nada difícil, é só subir o montinho e pronto...
E com firmeza ele começou a escalar o pequeno monte.
E nesse momento, começou a cair uma chuva muito forte seguida de trovões.
De repente deu um grande relâmpago e um raio muito brilhante caiu sobre o monte, muito perto dele.
E mais uma vez começou a escalar a encosta.
Quando ele já havia subido um bom pedaço, um monte de pedras começou a rolar morro abaixo.
Depois de analisar bastante a situação, achou melhor subir com uma corda.
Ele jogou a corda e a laçou numa pedra no alto do monte, e outra vez, iniciou a subida.
Por incrível que pareça, no meio da subida, a corda se partiu e ele caiu uma vez mais.
Ele resolveu construir uma escada.
Depois de terminar a escada, ele subiu e
Agindo assim, finalmente ele chegou no topo do monte.
Muito contente, olhou a fruta e exclamou:
- Valeu a pena o trabalho que tive. Depois de tantas dificuldades, você parece muito mais bonita.
E colheu a fruta.
Vitorioso, ele desceu e foi para casa dizendo:
- Apenas uma pessoa merece esta tão bela e valorosa fruta, e ela é a minha Mãe.
Lutar e tentar vencê-los é o verdadeiro desafio.


29.03.2007
COELHINHO ESPERTO
Marlene B. Cerviglieri
Uma manhã depois de se fartar de tanta verdura o coelhinho rajadinho, assim era chamado, pois era todo branco com algumas manchas pretas, resolveu sair da gaiola. Ah, pensou ele: quero dar uma voltinha par aprender alguma coisa mais. Saiu saltitante como são os coelhos, e foi parar bem no meio da floresta que havia na fazenda.
- Puxa que coisa maravilhosa! Quanta árvore e vegetação!
Ficou muito encantado mesmo, foi entrando cada vez mais. De repente surgiu um tatu... O coelhinho, que não conhecia nenhum outro bicho, levou um susto.
- Quem é você?
- Ora, sou o tatu! Respondeu.
O coelhinho chegou até perto, meio com medo e colocou o nariz no tatu.
O tatu que era muito esperto e conhecia muitos bichos, riu do coelho.
- Veja, coelhinho, existe duro e mole...
- O quê? Perguntou o coelhinho.
- É, meu amigo, duro sou eu e mole é você.
- Ah, entendi. Quer dizer que existe diferença entre duro e mole.
- Sim, e você sente isto.
- Veja aqui outra diferença: Nós estamos embaixo da árvore, certo?
- Sim.
- E o nosso amigo lá, o passarinho, está em cima da árvore. Entendeu?
- Sim. Embaixo e Em cima.
Ficou feliz de aprender, disse adeus ao tatu e voltou pulando para sua casa.
- Meus irmãos - disse quando chegou -, aprendi muito hoje, sei agora o que é duro e o que é mole!
- Vejam - e foi dando instruções para seus irmãos -, coisas simples de se aprender.
- E você já sabe estas diferenças?
Se não souber leia novamente e o tatu irá explicar. Seja um coelhinho esperto!


A Oncinha pintada
Marlene B. Cerviglieri
Na floresta havia muito que se fazer. Todos estavam empenhados em buscar alimentação e cuidar de seus ninhos, tocas suas casinhas. O senhor tatu cavava muito fundo sua toca, os pássaros estavam buscando gravetinhos folhinhas secas para abrigarem seus ninhos. Apesar de tanto trabalhos estavam alegres e se comunicavam uns com os outros, naquela linguagem dos bichos. Tudo ia indo muito bem, até que a oncinha pintada e a leoa começaram a se agredir. Coisa feia , xingavam chegavam a rosnar alto. Vieram as mamães como sempre para separar as briguentas. A leoa dizia para a oncinha:
-Sua pintada, você é cheia de manchas...
A oncinha chorava e dizia:
-Nasci assim sou igual minha mamãe, e você é rabuda...
Assim gritando uma com a outra, coisa feia de se fazer, foi que a mamãe da oncinha resolveu falar.
-Vocês são ingratas, as duas. Vejam por exemplo a arvore da jabuticaba!
-E o que tem a jabuticabeira a ver conosco?
-muito mesmo.
-Já explico.
-De que cores são suas frutas?
-Ah, pretinhas eu acho e gostosas...
-Muito bem,, e antes que cor tem?
-Bem, eu não sei, verde das folhas - disse a oncinha.
-Não ela floresce todinha com florzinhas brancas. Depois é que se transforma em fruta, muito gostosa não é?
-Mas não entendi o que isto tem a ver com a gente?
-Sim, tem e muito. A oncinha é pintada , a leoa não. Existem muitas diferenças entre nós todos. Você oncinha é pintada por fora na pele, mas por dentro é branquinha.
-Como branquinha?
-Você é uma boa oncinha, ajuda seus amiguinhos, é boa filha, não diz mentira, faz suas tarefas, isto a torna branquinha por dentro. A jabuticabeira é boa conosco nos dá sua parte boa, seus frutos, mas antes nos mostra sua parte boa que são as flores brancas. Como já disse, existem diferenças e devemos aceitá-las e não apontar aos outros o que tem de diferente. Nós também temos nossas florzinhas brancas e devemos usá-las para fazer o bem.
-Então eu tenho flor dentro? - Perguntou o coelhinho interessado.
-Sim, e muitas folhinhas verdes também.
Todos riram e a briga acabou. É assim mesmo, nós temos diferenças não somos iguais. Talvez um dia estas diferenças venham a nos ajudar, assim como ajudou a oncinha pintada. Que tal, vamos chupar jabuticabas?


A árvore crespinha
Dentro de um parque muito lindo estava a árvore crespinha. Era assim que os demais moradores a conheciam. Era muito alta e toda coberta de folhinhas dando a impressão que foram colocadas uma a uma no tronco dela. Os pássaros gostavam de conversar com ela, pois sempre aprendiam alguma coisa nova. Tinha sempre boas palavras para todos e dificilmente se irritava. Ficava muito feliz, pois em seus galhos abrigava muitos ninhos de pássaros que vinham de longe, para ali construírem seus ninhos.
Os pássaros procuravam ajudar as mamães na formação dos ninhos, e todos buscavam gravetinhos. Também frutinhas das quais se alimentavam. Tomavam seus banhos e brincavam saltando de um lado para outro. Mas eis que começou a se formar uma nuvem grande e escura. Estava carregada e logo iria despejar toda água no parque.
Voavam todos para seus ninhos suas casinhas a fim de se abrigarem da chuva que já vinha chegando. E ai começou a cair muita água e até pedrinhas que chamamos de granizo. É muito bonito de se ver, mas estas pedrinhas, granizo machucam as plantas e, conforme o tamanho, quebram até telhados. Por uma meia hora foi uma tempestade bem forte. Quando passou havia um silêncio no parque.
Hora de se ver os estragos. Quanta plantinha não resistiu, e muitos filhotinhos caíram do ninho e estavam mortos no chão.
Que tristeza de se ver.
Os moradores da árvore crespinha estavam todos bem.
Na hora da chuva a árvore pediu que viessem se abrigar no meio das folhinhas enrolando seus filhotinhos e assim o vento não os derrubou. Agora podiam voltar para seus ninhos.
E lá no alto da árvore os pássaros cantavam felizes novamente. Tudo é tão passageiro, passa depressa. Não acontece novamente da mesma forma, vamos fazer agora pois amanhã poderá não ter mais volta. E ali ficou a arvore crespinha sempre alegre e feliz conversando com quem quisesse falar com ela.
Não havia no parque árvore mais feliz.
- E você já disse e pensou alguma coisa boa hoje? De minha parte um abraço e um grande beijo em teu coração.
Marlene B. Cerviglieri


Chinelos encantados
Irani Alves Genaro
Um dia uma garotinha
Comprou numa liquidação
Um chinelo cor de rosa
Com laçarotes de cordão.
Ela nem imaginava
O que iria acontecer,
Aqueles chinelos novos, iriam dar o que fazer!
Chegou em casa tão feliz
E os pôs perto da cama,tirou a roupa que usava e colocou um pijama.
Porém aqueles chinelos tinham sido enfeitiçados,
Ao ver alguém de pijama em seus pés eles entravam.
E depois o que faziam?
Você é capaz de imaginar?
Os chinelos tinham poder de fazer qualquer um voar.
A janela estava aberta e os chinelos com bravura,
Levaram logo a menina ao encontro da aventura!
Os chinelos voadores
Também conseguiam falar,
Mas, isso só acontecia,
Quando estivessem no ar.
-Ouça, disseram à menina:
Não queremos te machucar,mas sim,mostrar
Que no mundo,tem coisas para consertar


Voavam todos juntos e alegres no imenso céu azul. Como era bom brincar com seus amigos e irmãos voando e fazendo mil brincadeiras.
Todos eram branquinhos com suas asinhas e os cabelos encaracolados que pareciam ouro de tanto brilho! Mas um deles era diferente.
Suas asas eram mais redondas não eram branquinhas, mas douradas, seus cabelos eram cor de ouro mas curtos e sem cachinhos. Sentia-se diferente e por isso ficava triste. Um dia quando estavam voando fazendo suas brincadeiras,pois vocês sabem que os anjinhos estão sempre por ai fazendo das suas mas tomam conta da gente também...
Bem neste vôo longo este anjinho diferente distraiu-se e caiu na terra!
Aprendeu muitas brincadeiras novas que iria ensinar para seus amiguinhos também. Lá de dentro da casa uma voz chamou para almoçar!
Aprendeu que existem muitas diferenças, e que ser diferente não é doença não é feio, apenas se é diferente. Aprende-se de outra maneira, se come se brinca cada um no seu modo de ser! Ficou contente com o que aprendera e naturalmente iria ensinar aos seus amigos a brincar de forma diferente. Iria ser muito divertido brincar de super-heróis pois todos voavam de verdade! Rindo voltou para o seu grupo de anjos.
Marlene B. Cerviglieri


O SAPO E A FLOR...
Marlene B. Cerviglieri
Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais.
Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando!
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas...
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule.
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua.
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto de
como as aparências enganam. Falou que Tinha certeza que a senhora flor gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto do que do sapo. No entanto, veja que o sapo não teria sido tão mau!
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos.
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.
Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas.
E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar.....

Pooh procura mel !
Vaz Nunes
Ursinho Pooh era muito gordo. Ele morava em um velho carvalho na Floresta dos Cem Acres.
Todas as manhãs, Pooh praticava seus exercícios pesados.
Mas, ao ver sua barriga, Pooh lembrava-se de sua comida preferida: mel! Pooh ouviu um zumbido de abelha e o seguiu. Abelhas significam mel!
Pooh acompanhou a abelha até uma árvore alta. Upa . . . Upa . . . ele subiu. Ele se esticou na direção do buraco do mel.
Mas aí ele caiu . . . despencou . . . e despencou e caiu em cima de um arbusto de espinhos.
Pooh ainda queria aquele mel. Ele foi pedir a Christopher Robin, seu melhor amigo, que o ajudasse. Pooh encontrou seu amigo com Can, Guru, ló e Corujão.
Pooh perguntou a Christopher Robin se ele podia emprestar um grande balão azul. Ele se cobriu de lama para parecer uma nuvem de chuva!
Pooh flutuou até o buraco de mel e pegou uma grande porção.
As abelhas ficaram muito zangadas e saíram atrás de Pooh.
De repente o balão estourou. Pooh caiu e foi apanhado por Chritopher Robin.
Os amigos correram e se jogaram dentro de um lamaçal, escondendo-se das abelhas debaixo do guarda-chuva de Chritopher Robin.
Christopher Robin abraçou Pooh. "Você é mesmo um velho urso adorável, mas tolo"- ele disse.


AS NUVENS DO CÉU
Marlene B. Cerviglieri
http://www.contos.poesias.nom.br/historiasinfantis/historiasinfantis.htm
Estávamos todos deitados no chão de areia quente, na praia linda de um verão que foi inesquecível. Tínhamos nadado, corrido atrás de bola, pescado, enfim feito tudo que tínhamos direito. Sendo assim, ali, deitados na areia morna, descansávamos.
Olhando o céu, vi duas nuvens tão lindas destacando-se no azul imenso quase se juntando ao mar revolto.
E ai começa a história:
Era uma vez duas famílias de nuvens que eram vizinhas no céu.
Ambas tinham filhos e viviam em perfeita harmonia, pois ali era o céu...
Às vezes passavam maus bocados, pois o Sr Trovão gostava de vir berrar bem em cima delas e isso as fazia chorar muitas lágrimas pesadas.
Mas, hoje tudo estava calmo e as crianças, duas lindas meninas foram brincar lá fora.
- De que vamos brincar? perguntou uma nuvenzinha.
- De desenhar. - disse a outra.
- E o que vamos desenhar hoje?
- Eu vou desenhar um urso bem grande. E assim começaram seus desenhos.
Que coisa mais linda foi se montando no céu!
O urso foi crescendo e até andava bem devagar em torno da nuvem mãe que também estava por lá.
Hei, hei, acorda Dudu você está bem?
Aí, então, vi que havia sonhado, mas quando olhei para o céu lá estavam elas brincando novamente.
E agora, o que seria que iriam desenhar as nuvens do céu?


NÁDIA
Texto de Ana Laureano
http://www.geocities.com/analaureano/Kids-main.html
Como a Nádia era uma menina muito boazinha, os pais decidiram fazer-lhe uma surpresa no aniversário e ofereceram-lhe um cãozinho.
O cãozinho e a menina tornaram-se muito amigos. Nem de noite se separavam, pois ele dormia sobre um velho tapete no quarto da dona.
Durante o dia brincavam no quintal e a noite o pai levavá-o à passear.
Mas o cãozinho, disse a mãe da Nádia, precisava de ter um nome. Não se podia chamar só "cãozinho".
A Nádia fartou-se de pensar: como havia de chamar-lhe? "Ossinhos"? pensou. Talvez "Abanico" pois ele estava sempre a abanar a cauda... E se fosse "Orelhas"? Como ele tinha orelhinhas sedosas...
Mas não gostava de nome nenhum. Será que alguém a podia ajudar? E deu um papelinho em branco a cada uma das suas amigas. Assim elas podiam escrever qual o nome que achavam melhor.
Era uma boa ideia, não era?
Foi a Vanessa, a melhor amiga da Nadia, quem disse: "Ele tem umas manchinhas tão engraçadas...parecem bolinhas..."
É isso mesmo!, disse a Nádia. Vou chamar-lhe Bolinhas!
E o cãozinho, ao ouvir esse nome, abanou a cauda de alegria.


Ouvindo Grilos
Maria Hilda de J. Alão
- Filha, que fazes aí sentada na escada da varanda a esta hora da noite? Não estás cansada depois da aula de música?
- Estou ouvindo os grilos, mamãe! – respondeu a menina de sete anos à pergunta da mãe.
- Não vejo graça na cantoria dos grilos. – disse a mãe.
- É que você, mamãe, ouve com os ouvidos de fora. Eu não. Eu fecho os olhos e deixo o canto penetrar nas minhas orelhas, escorregar pelos meus tímpanos e cair na minha alma preparada para receber esta orquestra de seres pequeninos. Posso até identificar em qual das notas musicais cada um deles cricrila.
- Lili, tu és sonhadora...! Escuta, escuta, agora tem um coral de sapos. – disse a mãe rindo.
- Nada disso. Vê como você não usa os ouvidos da alma! O canto é das rãs lá do ranário do vovô Dudu. – disse Lili de olhos fechados apurando os ouvidos de sua alma pura de criança.


O sonho da boneca
Maria Hilda de J. Alão.
Lili, rósea boneca,
Sonha ver toda manhã
Cair flocos de neve
Do céu do seu armário.
Sonha ver a prateleira,
A rua onde ela mora,
Coberta de neve durinha
Pra deslizar com patins
Imaginando um bailado
De fantásticas piruetas
Nos braços do boneco
Da prateleira de cima.
Sonha Lili, sonha,
Pois tu és fruto do sonho
De todas as menininhas
De embalarem um dia
Uma boneca rosadinha,
Que não se vende em lojinhas
Nem dorme em armários
Só em braços maternos.


O GATO SORRATEIRO
Marlene B. Cerviglieri
O gato sorrateiro
O aquário foi cheirar
Com a água gelada
Só pode suspirar!
Não desiste o bichano
Volta a carga, devagar
E como de imediato
Gelado se fez ficar...
Mia, Mia meu gatinho
Deixa eu te enxugar
Aprenda a lição
E no seu canto vá nanar...



A SAPA SUZI CLARA
Maria Hilda de J. Alão.
http://paginas.terra.com.br/lazer/eraumavez/asapasuziclara/asapasuziclara.htm
Suzi Clara, tristonha, sentada numa vitória-régia, olhava-se na água do rio suspirando saudosa do companheiro distante. E resolveu viajar, como se estivesse no mar, naquela vitória-régia para concretizar o sonho de um dia muito amar aquele sapo fujão, que preferiu morar no fundão daquele imenso matão.
A correnteza levou Suzi Clara pelo rio de água clara, que mais parecia uma estrada de prata sob a luz do luar.
- Meu Deus! Como é belo! Quanta fartura! – pensou a sapinha olhando a natureza exuberante nas margens daquele rio. Amanheceu e Suzi Clara continuava sua viagem agradecendo a chance de sentir o perfume das flores e dos frutos; ver peixes pulando na água; as garças preguiçosas dormitando numa perna só; ouvir canto da passarada voando contra o azul do céu; cobras apressadas saindo do capinzal; o jacaré fingindo dormir; a onça chegando sorrateira; o marulhar suave da água do rio, lembrando uma canção de ninar, correndo na direção do mar e pela abundância de insetos, seu alimento de todos os dias.
Diante dessa maravilha, Suzi Clara esqueceu o motivo da sua viagem e a tristeza desapareceu. Ouviu o coaxar de outros sapos, e resolveu aportar na margem direita para desfrutar daquela paz, daquela felicidade que pensava estar tão longe, lá nos cafundós da floresta, mas ela estava ali bem perto dos seus olhinhos agora abertos para a realidade. Aprendeu a olhar em torno de si e descobrir os baús que Deus põe ao alcance de todos, carregadinhos de felicidade. É só abrir os olhos e saber enxergá-los.



Pensamentos dum passarinho
Maria Hilda de J. Alão.
http://www.contos.poesias.nom.br/historiasparaoneto/historiasparaoneto.htm
Sou um passarinho
Morando numa gaiola.
Eu sonho livre voar
Na floresta e voltar a cantar,
Beber água das fontes
Pousar em todas as pontes.
Para ouvir o canto do rio,
Faça calor ou frio,
Correndo para o mar.
Sou da montanha e da campina,
Nasci da vontade divina
Que me deu duas asas
Pra eu voltar para casa.
Quero escolher as sementes,
As folhas e os insetos dormentes
Para ingerir quando com fome
E não comer coisas que o homem
Compra no supermercado.
Eu me sinto injuriado
Neste pequeno quadrado,
Embora eu seja amado,
Sinto um nó na garganta
Que sempre se agiganta
Quando emito meu gorjeio,
E a criança de bons ouvidos
Percebe nas notas gemidos
Vindos do coração
Deste pássaro que vive na prisão.




O Piano e as Teclas
Marlene B. Cerviglieri
A sala era muito grande, toda circundada pelas janelas altas, com vidros coloridos.Quando o sol batia ali parecia que um grande arco íris estava dentro da sala. Era ali, que estava o imenso piano. De cor preta com imensa cauda brilhando sempre. O banquinho que sempre o acompanhava era da mesma cor, preto brilhante e com o estofado vermelho. Orgulhava-se de acompanhar o piano seu grande senhor. Por cima deste não havia nada.Não colocavam vasos nem porta retratos que era para não arranhar o móvel tão maravilhoso. E o som que dali saia então, era divino. Mas com tudo isto o piano estava triste. O som já não era o mesmo. O que estaria acontecendo?
O banquinho andava meio nervoso, pois percebendo toda esta tristeza não podia fazer nada. Ah, pensou, vou perguntar direto para ele. Assim o fez.
- Diga-me senhor piano o que está acontecendo? Sinto sua tristeza seu som não está igual.
- É, meu amigo, as coisas não vão bem.
- Por quê? Posso saber ou ajudar?
CLIK NO LINK ABAIXO PARA LER O RESTANTE DESTA HISTÓRIA:
http://www.contos.poesias.nom.br/opianoeasteclas/opianoeasteclas.htm


O Jardim Encantado
Marlene B. Cerviglieri
http://www.contos.poesias.nom.br/historiasinfantis/historiasinfantis.htm
Entrei, como faço todos os dias, arrastando minha mochila, como sempre estava muito pesada. Para minha surpresa ali estava um lindo jardim.
- Como? pensei eu - ontem não tinha nada!
Fiquei encantado olhando o baldinho da fonte descer e subir trazendo a água. No chão, ao invés de terra, havia pedrinhas redondinhas de vários tamanhos.
As flores estavam em vasos lindos coloridos que caiam de uma cerca feita de bambu em quadradinhos todos iguais. Havia também um caminho para se passar todo de plaquinhas cortadas.Fiquei admirando o jardim e logo vi um pássaro que se aproximou indo beber a água do bebedouro e para meu espanto passou correndo pela fonte molhando-se todinho. É sem duvida um jardim Encantado - pensei eu, apareceu aqui hoje, mas como?
Coisas da vida moderna de hoje explicou-me minha professora.O jardim foi construído de forma diferente, existe sim terra embaixo das pedrinhas.As plantas estão mesmo plantadas em vasos com terra e adubadas.
Portanto não se espante por não ser um jardim encantado. Faz parte de nosso projeto que está sendo elaborado pela equipe das professoras. As paredes estão sendo pintadas de acordo com o tema e logo você terá também outra surpresa. E assim sentei-me no meu lugar e fiquei imaginando: Poderia eu montar um jardim em meu quarto?
Seria mesmo um jardim encantado, teria de sumir quando mamãe entrasse.



O Piu-Piu chorão
Marlene B. Cerviglieri
O galinheiro era muito grande, e no meio dele havia uma enorme goiabeira. Não só dava muitas frutas, como também uma boa sombra nos dias muito quentes. A família do galinheiro era muito grande. Havia a família do pato preto, a da galinha ruiva, que cacarejava o tempo todo e a da galinha carijó.
Esta última tivera os seus pintinhos há pouco tempo e passeava com eles pelo galinheiro muito orgulhosa. Mas existe sempre um senão. Todos os pintinhos eram bem engraçadinhos, apenas um se destoava do bando. Chorava o tempo todo.
Dona Carijó estava ficando impaciente com ele. Ciscava e dava para ele comer, mas não adiantava o piu-piu continuava chorando.
Um homem começou a olhar cada pedaço do galinheiro. Viu tudo, e chegou no piu-piu. Dona Carijó ficou toda arrepiada:
- O que será que ele vai fazer com o meu piu-piu chorão?
O homem falou: - Eu preciso de meio limão e sal.
Assim foi. Agarrou o piu-piu chorão espremeu o limão e colocou um pouquinho de sal. Dona Carijó fechou os olhos e ficou apavorada, mas logo em seguida estava o seu pintinho andando normalmente e não mais chorava.
- Vejam só o que é saber das coisas! Pensou a Carijó.
- Era apenas uma pelezinha que foi tirada e pronto!
- Aprendi muito hoje.
- Deve-se sempre procurar ajuda, mas no lugar certo. Não se deve desistir, se um de nossos filhinhos for diferente, devemos procurar quem entenda verdadeiramente do assunto. Jamais ir rotulando ou deixando que o rotulem, sem ter certeza do que está acontecendo.
O galinheiro voltou ao seu dia normal, as goiabas caiam, a sombra era boa e a vida continuou ali muito bem.
Dona Carijó ficou feliz em ver seu filho curado.

